A grande tendência do momento na psicologia são as Terapias de Terceira Onda. Elas têm ganhado destaque principalmente por serem uma alternativa para aqueles pacientes que, por algum motivo, encontram dificuldades para se adaptar às abordagens tradicionais. Conhecidas também como Terapias Contextuais, elas compreendem um grupo de tratamentos oriundo da Terapia Cognitiva Comportamental. No geral, as Terapias de Terceira onda se aprofundam em técnicas e conceitos já tratados na TCC e as exploram de maneira ainda mais estruturada e estratégica.

Um mar de siglas integram esta nova geração. Entre as principais abordagens deste grupo, encontramos a Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT), Terapia Funcional Analítica (FAP), Análise do Comportamento (AC), Terapia Comportamental Dialética (DBT), Terapia De Aceitação e Compromisso (ACT), Terapia comportamental Integrativa de Casais (IBCT), Terapia Focada Na Compaixão (CFT) e a Terapia focada nas Emoções (EFT).

Primeira, Segunda e Terceira Onda
Antes de entender a diferença entre as três gerações da Terapia Comportamental, é preciso compreender uma máxima válida em todos os campos e áreas de ciência: nada parte do zero. No caso das psicoterapias, estudos e evidências dão subsídios para que novas estratégias sejam desenvolvidas e possibilitem tanto uma nova perspectiva para os tratamentos da mente, como também um aprimoramento das que já existem.

A Primeira Onda, ocorrida nos anos 50, é composta pelas Terapias de Modificação do Comportamento propriamente dito. Neste contexto, o modelo pavloviano era seguido com técnicas de exposição a estímulos e dessensibilização sistemática (controle respondente) e a modificação do comportamento era operada por um sistema de “recompensas’’ (controle operante).

Já a Segunda Onda marcou os anos 60 por passar a considerar o modelo cognitivo na explicação dos processos comportamentais. É neste cenário que a Terapia Cognitiva Comportamental de Beck está inserida. A TCC supõe que certas cognições, emoções e estados fisiológicos levam a um comportamento disfuncional. A intervenção terapêutica por meio desta abordagem considera eliminar, ou pelo menos reduzir, esses eventos internos disfuncionais que colocam em sofrimento a vida dos pacientes.

Apesar de a primeira geração ter dado um passo importante no espectro de estudo comportamental, foi a segunda geração, com a Terapia Cognitiva Comportamental, que ganhou mais força e repercussão.

Consolidada como uma das principais abordagens terapêuticas até hoje, a TCC tem sido escolhida como especialização de muitos psicólogos e psiquiatras no Brasil e no mundo. Ao longo das últimas quatro décadas, a abordagem foi aprimorada por meio do trabalho pioneiro de Aaron Beck, com a contribuição de diversos outros especialistas da área. Esse aperfeiçoamento abriu portas para que a estrutura da TCC fosse explorada a fim de se obter resultados ainda mais eficazes durante a prática clínica. Neste momento, as técnicas da Terapia Cognitiva Comportamental passam a ganhar certa autonomia e iniciam uma nova geração da psicologia: a Terceira Onda.

As Terapias de Terceira Onda, ou Terapias Contextuais, expandem os conceitos específicos das gerações que a sucederam e enfatizam o empoderamento e o aumento de habilidades e repertórios comportamentais.

Terapias de Terceira Onda: validação
A eficácia das Terapias de Terceira Onda tem sido validada por ensaios clínicos realizados em diversos contextos, apresentações de casos e estudos-pilotos. Elas foram adicionadas ao espectro de tratamentos empiricamente comprovados para transtornos mentais e têm influenciado cada vez mais pesquisas na área.

Essa nova geração está expandindo seus alvos da mera redução de sintomas para o desenvolvimento de habilidades destinadas a melhorar significativamente a qualidade e a quantidade de atividade em que o paciente encontra valor e melhora. Os pacientes tidos como complexos e severamente em sofrimento psíquicos também são beneficiados com essas novas abordagens das Terapias Cognitivas.

Terceira Onda como aprimoramento
Vale reforçar: as Terapias de Terceira de Onda não anulam ou rebaixam a eficácia da Terapia Cognitiva de Beck. Na verdade, elas aumentam o repertório do psicólogo e dão ainda mais condições para que ele ofereça um tratamento mais completo para seus pacientes.

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